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  • Rio Branco, 26/09/2026
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Flávio Bolsonaro pede prisão de funcionário do Planalto após publicação sobre polêmica com Nossa Senhora Aparecida

Campanha acusa George Marques de incentivar a divulgação de informação falsa sobre o candidato; defesa também pediu busca e apreensão

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Flávio Bolsonaro pede prisão de funcionário do Planalto após publicação sobre polêmica com Nossa Senhora Aparecida Flávio Bolsonaro pediu a prisão preventiva de funcionário do Planalto após polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida Foto: Reprodução/ND Mais

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu a prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência).

A medida foi apresentada pela campanha após o funcionário compartilhar uma publicação relacionada à polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida.

Segundo a defesa do candidato, Marques teria incentivado a continuidade da circulação de uma informação falsa que associava Flávio a um suposto plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

O Planalto, por sua vez, afirmou que a manifestação do servidor ocorreu em caráter pessoal, fora do expediente e por meio de equipamento próprio. Com informações do Metrópoles.

Flávio pede prisão de funcionário do Planalto

A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou uma notícia-crime contra George Marques e solicitou à Justiça Eleitoral a prisão preventiva, além de busca e apreensão de equipamentos do funcionário.

Marques ocupa o cargo de coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom. De acordo com a defesa de Flávio, uma publicação compartilhada pelo servidor incentivava usuários a manterem em circulação a informação sobre Nossa Senhora Aparecida, mesmo após a divulgação de uma retratação.

A campanha sustenta que a conduta teria contribuído para a disseminação de uma informação falsa contra o candidato.

O que George Marques compartilhou?

Segundo o material apresentado pela campanha, a publicação republicada por Marques dizia que os usuários deveriam parar de divulgar a retratação e continuar compartilhando a informação sobre Nossa Senhora Aparecida.

A mensagem também fazia referência à necessidade de levar o conteúdo para regiões do Norte e Nordeste.

O funcionário posteriormente apagou a republicação. O caso foi levado ao Ministério Público Eleitoral pela defesa de Flávio.

Entenda a polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida

A controvérsia começou depois que passaram a circular nas redes sociais conteúdos que relacionavam Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A informação, porém, foi desmentida. O próprio Flávio afirmou que não pretendia apresentar ou apoiar uma proposta com esse objetivo.

A origem da associação também foi esclarecida após um comentário exibido em um programa de televisão. O conteúdo original mencionava uma possível articulação relacionada ao título de Nossa Senhora Aparecida, mas não atribuía o suposto projeto a Flávio. Posteriormente, a informação passou a circular nas redes vinculando o candidato à proposta.

O canal responsável pelo comentário publicou uma correção e pediu desculpas pela forma como a informação havia sido apresentada, conforme o material utilizado na reportagem.

Projeto citado nas publicações é de 2007

Parte das publicações que viralizaram recuperou um projeto apresentado em 2007, quando o então deputado federal Victório Galli propôs mudanças relacionadas ao feriado de 12 de outubro.

A proposta sugeria alterar a referência a Nossa Senhora Aparecida na legislação, substituindo a expressão “Padroeira do Brasil” por uma formulação relacionada aos brasileiros católicos.

O projeto, no entanto, não foi apresentado por Flávio Bolsonaro. A associação do candidato à proposta foi justamente o ponto central da informação que passou a circular nas redes.

O que diz o Planalto?

Em nota enviada ao Metrópoles, o Palácio do Planalto afirmou que Flávio Bolsonaro “distorce os fatos” ao relacionar a manifestação de George Marques ao governo federal.

Segundo a Presidência, a publicação ocorreu em perfil particular, fora do horário de expediente e utilizando equipamento próprio. A manifestação, de acordo com o Planalto, teria ocorrido em caráter estritamente pessoal.

A defesa de Flávio, por outro lado, sustenta que a atuação de Marques deve ser investigada por causa do cargo que ocupa na Secretaria de Comunicação Social.









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