Cenas dos próximos capítulos: base pede investigações sobre dinheiro de filme de Bolsonaro
A base aliada do governo quer saber onde foi parar o dinheiro que teria sido investido no financiamento de filme sobre Bolsonaro, revelado pelo The Incerpet num áudio vazado entre Flávio e Vorcaro
Warley Cabral/ND TV Foto: Coletiva PT Parece cinema mas é realidade. Assim o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) falou da notícia que agitou Brasília na tarde desta quarta-feira (13), envolvendo o vazamento de uma conversa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Em coletiva no Salão Verde, deputados da base aliada do governo levantaram dúvidas sobre o dinheiro que teria sido usado para financiar uma biografia sobre o ex-presidente, e alvo de cobrança do pré-candidato à presidência, no valor total de R$ 134 milhões.
O líder do PT, Pedro Uczai, de Santa Catarina, anunciou que entre as medidas adotadas estão a cobrança da leitura de abertura de uma CPMI do Master no Senado e da CPI da Câmara para apurar a tentativa de compra do banco pelo banco oficial de Brasília, o BRB.
Além disso, Uczai disse que o PT vai acionar a Polícia Federal para investigar a compra de uma mansão pelo senador, e para onde foi o dinheiro do filme, fazendo um comparativo entre os valores para financiar outras produções do cinema, como Ainda estou aqui, premiado internacionalmente, e que teve orçamento inferior.
O PT também vai pedir que a Receita Federal rastreie a movimentação financeira dos envolvidos, incluindo a movimentação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, e a quebra de sigilos bancário e telefônico de Flávio Bolsonaro.
A liquidação do Banco Master foi decretada no dia 17 de marçoFoto: Reprodução/ND MaisAcordão: líder denuncia irrregularidades para abafar ligação com Banco Master
O líder classificou a situação divulgada pelo The Intercept como gravíssima, e levantou dúvidas sobre a proximidade da relação de Flávio com Vorcaro, que segundo ele, teria sido mais que afetiva, de bastante proximidade.
O teor do áudio de Flávio Bolsonaro
No material que circula nas redes sociais e baseia a representação, o senador Flávio Bolsonaro expressa preocupação com atrasos em pagamentos. Ele cita o receio de “dar calote” em nomes renomados do cinema mundial, como o ator Jim Caviezel e profissionais ligados a produções de grande porte nos Estados Unidos.
O senador descreve o momento como “um dos mais difíceis” e demonstra apreensão com o impacto negativo que a falta de honra nos compromissos financeiros poderia causar à imagem do projeto. “A gente perde tudo: contrato, ator, diretor, equipe”, afirma a voz atribuída ao parlamentar no áudio vazado.




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