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  • Rio Branco, 16/10/2026
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A 10 dias do 2° turno, Lula defende redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos

Declaração do líder petista deu tom para as divergências internas na base do governo após o coordenador da campanha tentar emplacar a redução da maioridade penal no Senado

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A 10 dias do 2° turno, Lula defende redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos Lula saiu em apoio de Camilo Santana após articulação no Senado Federal pela redução da maioridade penal. Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/ND Mais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ser favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.

A declaração, feita a dez dias da votação de segundo turno, expôs divergências internas na base do governo no Congresso.

Questionado durante entrevista à TV Globo nesta quinta-feira (15) sobre a sugestão levantada por seu ex-ministro da Educação e atual coordenador de campanha, o senador Camilo Santana, Lula declarou que é a favor de rever a penalidade para a prática de crimes hediondos.

O presidente, no entanto, argumentou que o tema deve ser desvinculado da atual PEC da Segurança Pública.

Entenda o que Lula pensa sobre a redução da maioridade penal

Segundo Lula, o debate surgiu porque alas conservadoras tentavam incluir na PEC a redução para 14 anos, o que motivou a contraproposta de 16 anos feita por Santana.

“Primeiro você discute a PEC, aprova a PEC, e aí você pode discutir a maioridade penal ou não”, afirmou o presidente na entrevista.

Mais cedo, durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, Flávio Bolsonaro (PL) acusou Lula de se apropriar da pauta em período eleitoral, criticando a mudança de tom do partido sobre um tema que historicamente enfrentou resistência da esquerda.

A resistência histórica inclusive justificou o conflito de articulação dentro do Partido dos Trabalhadores no Senado.

Enquanto Lula e o coordenador de sua campanha acenam para o debate sobre a maioridade penal, a líder do governo no Senado, Tereza Leitão (PT-PE), descartou qualquer negociação envolvendo a redução da idade penal em troca da aprovação do texto da Segurança Pública.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) também defendeu que a proposta seja votada já na próxima semana e com o texto aprovado pela Câmara.

Ele admitiu que a bancada não fala a mesma língua sobre a redução da maioridade penal, tema que travou o acordo em plenário.









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