Caso Master: Mendonça manda afastar o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues
Ministro do STF afirma que medida busca evitar interferências na investigação do caso Master e preservar a coleta de provas
André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal Foto: Nelson Jr./SCO/STF/Andressa Anholete/Agência Senado O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF (Polícia Federal). A decisão ocorre em meio às investigações do caso Master.
Por que Andrei Rodrigues foi afastado?
O ministro também afirmou que a permanência no cargo poderia comprometer a coleta de provas, dificultar o trabalho dos órgãos de investigação ou interferir em procedimentos administrativos relacionados ao caso.
Mendonça afirmou que a medida busca evitar riscos à investigação do caso MasterFoto: Fellipe Sampaio/STF/Divulgação/ND MaisPara Mendonça, o afastamento temporário causa um impacto menor do que os possíveis prejuízos à investigação.
“A restrição temporária ao exercício funcional é significativamente inferior ao dano potencial” que poderia resultar do uso das prerrogativas do cargo, afirmou o ministro.
A decisão de Mendonça foi tomada durante a análise de um pedido do partido Novo, que pediu “providências necessárias à preservação da independência, da integridade e da efetividade das investigações em curso”. O pedido foi apresentado após um relatório de 200 páginas identificar menções a Andrei Rodrigues no celular de Vorcaro.
“Corretíssima decisão do ministro Mendonça. Diante de tudo o que foi exposto, Andrei Rodrigues não tinha mais a menor condição de permanecer no cargo. O momento exige medidas rigorosas”, disse o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro;
O partido também pediu a prisão do diretor-geral da PF. Mendonça, porém, responsável pela relatoria dos casos Master e INSS, decidiu pelo afastamento temporário de Rodrigues das funções.



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