• Rio Branco, 11/09/2026
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Caso Master: Mendonça manda afastar o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues

Ministro do STF afirma que medida busca evitar interferências na investigação do caso Master e preservar a coleta de provas

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Caso Master: Mendonça manda afastar o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal Foto: Nelson Jr./SCO/STF/Andressa Anholete/Agência Senado

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF (Polícia Federal). A decisão ocorre em meio às investigações do caso Master.

Por que Andrei Rodrigues foi afastado?

Segundo Mendonça, o afastamento é uma medida cautelar para evitar possíveis interferências na investigação. O ministro afirmou que a suspensão de uma função pública é permitida quando há elementos concretos que indiquem risco à apuração ou possibilidade de uso indevido das prerrogativas do cargo.

“A suspensão cautelar de função pública é constitucionalmente admissível quando fundada em elementos concretos”, escreveu Mendonça.

O ministro também afirmou que a permanência no cargo poderia comprometer a coleta de provas, dificultar o trabalho dos órgãos de investigação ou interferir em procedimentos administrativos relacionados ao caso.

Mendonça afirmou que a medida busca evitar riscos à investigação do caso MasterFoto: Fellipe Sampaio/STF/Divulgação/ND MaisMendonça afirmou que a medida busca evitar riscos à investigação do caso MasterFoto: Fellipe Sampaio/STF/Divulgação/ND Mais

Para Mendonça, o afastamento temporário causa um impacto menor do que os possíveis prejuízos à investigação.

“A restrição temporária ao exercício funcional é significativamente inferior ao dano potencial” que poderia resultar do uso das prerrogativas do cargo, afirmou o ministro.

A decisão de Mendonça foi tomada durante a análise de um pedido do partido Novo, que pediu “providências necessárias à preservação da independência, da integridade e da efetividade das investigações em curso”. O pedido foi apresentado após um relatório de 200 páginas identificar menções a Andrei Rodrigues no celular de Vorcaro.

“Corretíssima decisão do ministro Mendonça. Diante de tudo o que foi exposto, Andrei Rodrigues não tinha mais a menor condição de permanecer no cargo. O momento exige medidas rigorosas”, disse o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro;

O partido também pediu a prisão do diretor-geral da PF. Mendonça, porém, responsável pela relatoria dos casos Master e INSS, decidiu pelo afastamento temporário de Rodrigues das funções.





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