PL registra candidatura de Flávio Bolsonaro após impasse envolvendo fraude de filiação
A situação causou transtornos na campanha bolsonarista ao longo do diaO Partido Liberal registrou na noite desta quinta-feira (13), no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Flávio Bolsonaro concorre à presidência pelo PL. Foto: Mateus Vitor Fernandes/Divulgação/ND Mais O Partido Liberal registrou na noite desta quinta-feira (13), no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A formalização ocorreu horas após o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, determinar a anulação de uma filiação fraudulenta do parlamentar ao Partido Missão e restabelecer o seu vínculo original com o PL.
A situação causou transtornos na campanha bolsonarista ao longo do dia. O prazo final da Justiça Eleitoral para a formalização dos candidatos se encerra sábado, 15.
Em publicação no X, antigo Twitter, o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL), publicou o recibo do pedido de registro de candidatura com a legenda: “Temos candidato”.
Flávio reportou a publicação com o título: “O Brasil vai vencer”, slogam da campanha. A publicação, contudo, foi excluída logo em seguida.


O protocolo foi emitido pelo sistema da Justiça Eleitoral às 19h43. Assim, o comprovante oficializa a chapa composta por Flávio Bolsonaro para presidente e Alfredo Gaspar de Mendonça Neto para vice-presidente para o pleito de 2026.
Filiação fraudulenta criou impasse para registro da candidatura de Flávio
Entre a noite de 12 de agosto e a manhã de 13 de agosto, um lançamento no sistema eleitoral provocou a desfiliação automática de Flávio do PL e a inclusão de seu nome no Partido Missão.
Na decisão que reverteu o quadro, Nunes Marques afirmou que a filiação partidária é uma condição de elegibilidade e não pode ser retirada por terceiros sem a manifestação de vontade do candidato.
O ministro determinou a liberação imediata do sistema para o PL processar a candidatura e estabeleceu que o vínculo do senador com a legenda deve ser considerado ininterrupto desde 30 de novembro de 2021.
Polícia Federal vai investigar caso
Nunes Marques determinou que a Polícia Federal instaure um inquérito policial para apurar a autoria e as circunstâncias da alteração. O ministro também ordenou a preservação imediata dos registros de acesso do sistema utilizado para as filiações partidárias.
O TSE negou a ocorrência de invasão ou ataque hacker em seus servidores. Segundo o tribunal, a inclusão do nome do senador ocorreu por vias administrativas, mediante o uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais de acesso do próprio Partido Missão.
Posicionamentos
Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais para comentar o caso. O senador afirmou não ter solicitado a mudança de legenda.
“Vocês viram aí que fraudaram a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir não”. Na mesma gravação, ele convocou apoiadores para um ato público em Copacabana, no Rio de Janeiro, marcado para o domingo (16).
O Partido Missão, por sua vez, disse que identificou a movimentação atípica em seu sistema interno no dia 2 de agosto. A legenda afirma que enviou e-mails de alerta ao gabinete de Flávio Bolsonaro na mesma data.
Segundo o partido, há registros eletrônicos de que as mensagens foram abertas, mas não houve resposta. O Missão declarou que acionou as autoridades judiciais e policiais para investigar o registro indevido. O partido tem Renan Santos como candidato à Presidência da República.



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