Explicações para a derrota da Argentina em 2026
Passados uns dias depois da derrota da Argentina para a Espanha, na final da 23ª Copa do Mundo de Futebol, uma vez diminuídas as reações apaixonadas dos mais variados lados, eu resolvi refletir sobre quais teriam sido os motivos que causaram o fracasso dos autodenominados hermanitos.
E então, pensa daqui e dali, me ocorreu como um fator decisivo para o desfecho infeliz da Argentina a falta de um general que comprasse o time adversário, assim como aconteceu na Copa do Mundo de 1978, quando a seleção peruana abriu as pernas para eles e tomou uma goleada de seis a zero.
Naquela oportunidade, a Argentina precisava vencer o Peru por um placar igual ou superior a quatro gols. Se o fizesse, superaria o saldo de gols do Brasil. Era um resultado difícil, dados os bons resultados do Peru na competição. Quer dizer: era um resultado difícil, vírgula. Difícil nadinha!
Acontece que a Argentina precisava conquistar aquele título, para aplacar a ira da população ante as atrocidades da ditadura militar que dirigia o país naquele período. Então, como a Argentina não podia perder, entrou em ação o presidente general Jorge Videla, “negociando” nos bastidores.
Para completar o roteiro da “ópera bufa”, o goleiro do Peru era justamente um argentino, naturalizado peruano, um certo Ramón Quiroga, que de “paredão’ nas fases iniciais do torneio, se transformou numa “peneira”, tão logo se confrontou com os seus antigos conterrâneos.
Fora isso, creio que outro fator que determinou o fracasso dos racistas da seleção argentina agora foi a falta de algum baixinho que pudesse fazer um gol com a mão, tal e qual aquele que Maradona fez contra a Inglaterra nas quartas de final da Copa de 1986, quando eles levantaram a taça de novo.
Maradona era reconhecidamente um “demônio” com a bola nos pés. Desequilibrava qualquer confronto. Paradoxalmente, porém, os argentinos disseram que no lance ao qual eu me refiro, foi a “mão de Deus” que interferiu. Deus e o demônio em um só corpo. Um deus trapaceiro, é claro!
No final das contas, seja por uma coisa ou por outra (ou por nada disso), Jorge Videla morreu na cadeia, dados os crimes cometidos enquanto era ditador. Já Maradona, a despeito de toda a bola que um dia jogou, virou um fantoche da sua própria história, afogado num oceano de entorpecentes.
Do título que a Argentina conquistou em 2022, não tenho nada a dizer quanto a falcatruas. A rigor mesmo, das três vezes que eles saíram de campo vencedores em copas do mundo, aparentemente (até que alguém descubra alguma coisa), somente no torneio do Catar é que foram merecedores!



COMENTÁRIOS