Blatter detona Fifa por cancelar suspensão de Balogun (EUA)
POR MANOEL FAÇANHA COM INFORMAÇOES AFI
A suspensão do cartão vermelho para o atacante americano Folarin Balogun continua ocupando o noticiário esportivo nesta Copa do Mundo. Segundo o jornal The New York Times, o presidente Donald Trump teria telefonado para Gianni Infantino, presidente da Fifa, pedindo a anulação do cartão ainda na quarta-feira passada, após o jogo. Seguindo o Código Disciplinar da Fifa, o atleta deveria cumprir suspensão diante da Bélgica, em partida marcada para esta segunda-feira, às 21h.
O ex-presidente Joseph Blatter também se posicionou sobre o assunto e criticou a medida adotada pela Fifa, que suspendeu a punição automática que o jogador teria de cumprir.
Em suas redes sociais, o ex-dirigente condenou o episódio e afirmou que o “futebol jamais deve se tornar um terreno para o exercício de poder político”, diz parte do trecho da postagem reforçando o valor das regras vigentes no esporte.
“Cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. Eles são revertidos com base em regras, evidências e decisões de órgãos independentes. Se um presidente dos EUA intervém junto ao presidente da Fifa – e um jogador é repentinamente liberado antes de um jogo de mata-mata da Copa do Mundo -, a pergunta torna-se inevitável: Quo vadis (Para onde vais), Fifa?”
Garrincha foi expulso, mas liberado para a decisão contra os tchecos, em 1962
Nas semifinais da Copa do Mundo de 1962, ocorrida no Chile, entre o país anfitriã e o Brasil, : o jogador brasileiro Garrincha fez uma falta grave no chileno Eladio Rojas. O árbitro foi avisado do fato e certamente expulsou Garrincha de campo; então por que ele pôde participar da final contra a Tchecoslováquia? Caberia à FIFA decidir a sorte dele e as perspectivas não eram boas. A pena por agressão era de, no mínimo, um jogo de suspensão. Convocado a depor no tribunal da FIFA, o árbitro Arturo Yamasaki declarou não ter visto a agressão e que a expulsão do jogador se deveu a informações passadas pelo bandeirinha, o uruguaio Esteban Marino. A FIFA, então, convocou Marino para depor e ele, misteriosamente, nunca apareceu.

Lembrando que, naquela época, não existia suspensão automática baseada em cartão vermelho (que só seria introduzido nas Copas em 1970). O jogador expulso precisava ser julgado por um comitê disciplinar antes da partida seguinte



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