• Rio Branco, 17/06/2026
  • A +
  • A -

PGR toma decisão sobre anular pena de 27 anos de prisão de Jair Bolsonaro

https://ndmais.com.br/
PGR toma decisão sobre anular pena de 27 anos de prisão de Jair Bolsonaro PGR se posiciona contra a revisão da pena de Bolsonaro no STF, afirmando que não há fatos novos nem erro judiciário Foto: Divulçgação/PGR/ND Mais

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou, nesta terça-feira (16), contra o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A defesa buscava anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão no processo de tentativa de golpe de Estado.

No parecer enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não há fatos novos nem elementos capazes de caracterizar erro judiciário que justifiquem a alteração da sentença.

“O título condenatório é hígido e está assentado em vigoroso conjunto probatório. A execução da pena imposta a Jair Messias Bolsonaro foi determinada e mantida pela Suprema Corte, após a apreciação minudente das teses defensiva”, disse Gonet.

Paulo Gonet, procurador-geral da República, defende a manutenção da condenação de Bolsonaro e se manifesta contra a revisão da pena no STF – Reprodução/PGR/ND MaisPaulo Gonet, procurador-geral da República, defende a manutenção da condenação de Bolsonaro e se manifesta contra a revisão da pena no STF – Reprodução/PGR/ND Mais

O procurador acrescentou que não há razão relevante para diminuir a pena de Bolsonaro.

“As teses suscitadas pelo autor na inicial da presente ação revisional não trouxeram nenhum ineditismo a legitimar a desconstrução do pronunciamento jurisdicional definitivo, quer por contrariedade ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos, quer porque fundada em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos ou, ainda, pela descoberta de novas provas”, completou.

Entenda a revisão da pena de Bolsonaro no STF

No dia 8 de maio, a defesa de Bolsonaro protocolou uma revisão criminal no Supremo e sustentou que a condenação deve ser revista porque houve “erro judiciário”.

No recurso, a defesa contestou a tramitação do processo que condenou o ex-presidente. Para os advogados, por estar na condição de ex-presidente, Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte, e não pela Primeira Turma.

Os advogados também afirmaram que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, não foi voluntária e deve ser anulada. A falta de acesso integral às provas da investigação também suscitada.

No mérito, a defesa acrescentou que não foram indicadas provas da participação de Bolsonaro nos atos de 8 de janeiro de 2023 e na liderança de um plano para planejar um golpe de Estado.

Julgamento de Bolsonaro em 2025 pela primeira turma do STFFoto: Rosinei Coutinho/STF/ND MaisJulgamento de Bolsonaro em 2025 pela primeira turma do STFFoto: Rosinei Coutinho/STF/ND Mais

No ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Conforme determina o regimento interno do Supremo, a revisão criminal deverá ser julgada pela Segunda Turma, composta por André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados por Bolsonaro, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

O relator do caso é Nunes Marques. Não há prazo para julgamento da revisão.

Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar temporária por razões de saúde.





COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.