• Rio Branco, 16/06/2026
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Ainda vale usar o RG antigo? Número de novas identidades emitidas dispara no Brasil

Até a última sexta-feira (12), mais de 55,8 milhões de brasileiros já haviam solicitado a CIN (Carteira de Identidade Nacional) em todo o país

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Ainda vale usar o RG antigo? Número de novas identidades emitidas dispara no Brasil RG antigo está com os “dias contados” no Brasil Foto: Central da Lapa/Divulgação/ND Mais

Até a última sexta-feira (12), mais de 55,8 milhões de brasileiros já haviam emitido a CIN (Carteira de Identidade Nacional), que substituirá o RG antigo no Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O documento adota o CPF como número único de identificação do cidadão.

São emitidas, em média, 39,6 mil carteiras por dia e 1,13 milhão por mês. Apenas nos primeiros dias de junho, já foram emitidas 782,6 mil novas identidades.

Disponível em todo o país, a CIN tem validade em todo o território nacional e reúne novos recursos de segurança, além de facilitar o acesso a serviços públicos presenciais e digitais. Mas, afinal, com a CIN substituindo o antigo RG, ele ainda tem validade no Brasil? Entenda a seguir.

Ainda vale usar o RG antigo?

Sim, o RG antigo ainda é válido em todo o território nacional. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, contudo, definiu um novo cronograma para a adoção da CIN na concessão e renovação de benefícios sociais. Pessoas sem cadastro biométrico deverão emitir o documento a partir de janeiro de 2027.

Já para quem possui biometria cadastrada — seja na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte —, a obrigatoriedade da CIN passará a valer a partir de janeiro de 2028. A primeira via é gratuita e pode ser emitida em todos os estados. Para solicitá-la, basta apresentar a certidão de nascimento ou de casamento.

RG antigo para CIN: quais as principais mudanças?

A nova carteira incorpora mecanismos modernos de segurança, como o QR Code, que permite a verificação rápida da autenticidade do documento por meio do aplicativo de leitura da CIN. Ela também faz integração com sistemas biométricos de identificação, fortalecendo a segurança do cidadão e do Estado.

A carteira segue ainda padrões internacionais de identificação e inclui uma zona de leitura mecânica. Isso permite sua utilização em viagens para países que mantêm acordos com o Brasil, como os integrantes do Mercosul. Ela, contudo, não substitui o passaporte em viagens internacionais para outros destinos.

A CIN, nova Carteira de Identidade Nacional.A CIN, nova Carteira de Identidade NacionalFoto: MGI/Divulgação/ND Mais

Além de funcionar como documento de identificação em todo o território nacional, a CIN também amplia o acesso aos serviços digitais do Governo Federal. Integrada à plataforma GOV.BR, a nova identidade permite a obtenção da conta nível Ouro, o mais alto grau de segurança disponível.

Com isso, ela pode ser utilizada para recuperar o acesso à conta em casos de perda ou troca de celular.

A versão digital permite ainda a inclusão de outros documentos e registros do cidadão, como Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho e Previdência Social, identidade funcional, certificado militar, PIS/Pasep, NIS e NIT. Eles devem ser apresentados na solicitação da carteira.

Validade da CIN

A validade da CIN varia de acordo com a faixa etária do titular. Para crianças de até 12 anos incompletos, o prazo é de cinco anos.

Entre 12 e 60 anos incompletos, a validade é de dez anos. Para pessoas com mais de 60 anos, o documento tem validade indeterminada.





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