Por gentileza, mister Ancelotti
O empate da Seleção Brasileira diante do Marrocos, no jogo de abertura do Grupo D da Copa do Mundo de 2026, deixou o torcedor brasileiro de barba de molho. Isso pelo fato de o time brasileiro, sob o comando do mister italiano Carlo Ancelotti, praticamente levar um baile na primeira meia hora de partida diante dos “Leões do Atlas”.
Mesmo saindo atrás no placar, aos poucos o time brasileiro conseguiu melhorar o posicionamento em campo e igualar a fatura com Vini Júnior. O gol brasileiro foi sentido pelo time africano, que diminuiu a intensidade de jogo e a partida foi para o intervalo na igualdade do placar.
Na etapa final, o confronto foi muito equilibrado, apesar de o time brasileiro mostrar um falso domínio em boa parte da partida — o que se justificou pela boa entrada de Fabinho no meio-campo e pela experiência de Danilo no lado direito da defesa Canarinho, no lugar do “perdido” Ibañez —, mas a equipe foi muito ineficiente na hora das conclusões ao gol marroquino. Por outro lado, os “Leões do Atlas” voltaram a crescer no jogo nos 15 minutos finais, após várias mudanças efetuadas pelo seu treinador. No entanto, prevaleceu o equilíbrio e o placar terminou na igualdade de 1 a 1.
O Brasil, agora, retorna a campo no dia 19 de junho, às 19h30 (horário de Rio Branco-AC), em Filadélfia (EUA), para encarar o Haiti. O adversário é uma equipe de força física, mas de pouca técnica e com muitos jogadores desconhecidos, que perdeu na estreia do Mundial para o time escocês por um mísero 1 a 0. Um resultado com boa margem de gols diante da equipe caribenha dará tranquilidade para o Brasil seguir na briga por uma vaga na próxima fase do torneio.
E após essa rápida pincelada, é hora de falar da escalação do time Canarinho para o próximo compromisso. Será que Ancelotti vai mudar a escalação da equipe e a forma de jogar? Eu aposto que sim. O primeiro a perder o posto será o improvisado lateral-direito Ibañez. Danilo, apesar da mobilidade mais lenta, apresentou segurança contra os marroquinos (ótimo posicionamento). No meio-campo, o técnico Ancelotti, se tiver juízo e peito, barra o “cansado” Casemiro. Ficou nítido que a entrada do volante Fabinho deu equilíbrio à equipe brasileira, tanto na proteção da zaga quanto na distribuição do jogo. Outro que deveria perder a posição para o jogo contra “Os Granadeiros” é o atacante Igor Thiago. O jogador foi muito mal na estreia e perdeu um gol sozinho ao furar o cabeceio. Seu posicionamento na área marroquina deixou muito a desejar, e sua qualidade técnica me lembrou a de Serginho Chulapa, mas com um adendo: o Chulapa era oportunista e fazia gols até de canela.
E para finalizar, eu ainda acredito que, durante a competição, Gabriel Magalhães perderá a posição — um zagueiro “grosso” (sem intimidade com a bola e de posicionamento bastante falho) —, e Paquetá terá que jogar muita bola, assim como Raphinha, para seguirem entre os titulares. O “injustiçado” Endrick e o bom e veloz Rayan merecem, para mim, uma oportunidade. Os dois jogadores não somente têm qualidade técnica, como também jogam o futebol moderno de muita intensidade e personalidade, algo importantíssimo para uma seleção que realmente queira brigar pela taça de campeão. Portanto, caro mister Carlo Ancelotti, a gurizada pede passagem e, por gentileza, deixe-os ser os nossos protagonistas neste Mundial.



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