STF define data para julgar Eduardo Bolsonaro; saiba quando será
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro é acusado de coação no curso do processo e obstrução à Justiça; julgamento ocorre na Primeira Turma do tribunal
STF agenda julgamento de Eduardo Bolsonaro por coação e obstrução de Justiça para junho Foto: Reprodução/ND Mais O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), agendou o julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para o dia 16 de junho.
Eduardo é acusado de coação no curso do processo e obstrução à Justiça. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, liberou o processo para julgamento na tarde desta quarta (03).
Eduardo Bolsonaro tornou-se réu após denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República). A denúncia se baseia na suposta tentativa do ex-deputado de influenciar autoridades dos Estados Unidos para coagir a Justiça no julgamento da tentativa de golpe, na qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.
Entenda as acusações contra Eduardo Bolsonaro que motivaram o julgamento no STF
O processo em pauta na Primeira Turma da Suprema Corte analisa denúncias apresentadas contra o político por suposta prática de crimes contra a honra, incluindo difamação e injúria, além de suposta incitação ao crime.
Os fatos apurados pela investigação estão diretamente relacionados a declarações públicas e publicações feitas pelo parlamentar em plataformas digitais.
Eduardo Bolsonaro será julgado no dia 16 de junhoFoto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/ND MaisDe acordo com os autos que tramitam no tribunal, a acusação sustenta que as manifestações do investigado teriam ultrapassado os limites da imunidade parlamentar constitucional.
O colegiado de ministros irá avaliar se a denúncia preenche os requisitos legais para ser recebida, o que transformaria o político em réu.
Em contrapartida, a defesa de Eduardo Bolsonaro contesta integralmente o teor das acusações. Os advogados argumentam que as declarações estão integralmente protegidas pela liberdade de expressão e pelo livre exercício da atividade política, requerendo o arquivamento sumário do caso.
Com informações de Estadão Conteúdo



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