Motta descarta CPI do Banco Master e diz que autoridades investigam caso
Em meio à pressão por investigações e instalação de uma CPI do Banco Master, presidente da Câmara diz que órgãos trabalham para apurar irregularidades e desconversa sobre comissão
Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz, no Itaim Bibi (SP) Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Mesmo com o aumento da pressão pela instalação de uma CPI do Banco Master o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) descartou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os novos episódios envolvendo o caso e parlamentares.
Durante uma conversa com os jornalistas antes de abrir a Ordem do Dia do plenário nesta terça-feira (19), Motta falou que “os órgãos estão trabalhando, o STF, a Polícia Federal, o Ministério Público”, afirmou Hugo Motta, acrescentando ainda que “estamos cumprindo o regimento”.
Ao afirmar que está cumprindo o regimento, Motta se referiu a uma regra interna da Casa que diz que apenas cinco CPIs podem funcionar simultaneamente na Câmara dos Deputados, apesar de não haver nenhuma instalada desde 2023.
Desde o início do escândalo envolvendo o banco, Motta tem argumentado que há uma longa fila de espera para a instalação de comissões, atualmente com 17 pedidos para investigações diversas, que vão desde funcionamento de serviços de energia até abuso de autoridade de ministros do STF.
Presidente da Câmara reafirma prioridade do fim da escala 6×1Foto: Marina Ramos/NDSem CPI do Banco Master, prioridade na Câmara é fim da escala 6×1
Hugo Motta preferiu desconversar sobre o Master e afirmar que a prioridade na Câmara é a discussão sobre o fim da escala 6×1, que está sendo finalizada na comissão especial que trata do assunto. Ele informou que terá uma reunião com o relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para debater ajustes no texto, que também vem sendo discutido com o governo.
Um dos pontos que ainda precisa de alinhamento, segundo Motta, é o que trata de uma regra de transição para as mudanças, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, já garantiu que não quer discutir.
Motta disse que a ideia é votar o texto que vai estabelecer o fim da escala ja na próxima semana, e disse que ainda não conversou com a oposição sobre um possível texto alternativo sobre a jornada de trabalho.
O presidente reafirmou ainda que a votação é prioridade, e será levada ao plenário asssim que aprovada na comissão, por ser uma demanda da sociedade brasileira, e vai beneficiar especialmente as mulheres, que sofrem com jornadas extenuantes.
Além disso, citou a inclusão de projetos de interesse do agro na pauta dessa semana, com a discussão da urgência de diversos projetos e o debate de temas como seguro rural e produção de fertilizantes.




COMENTÁRIOS