Cardiologista explica por que ficar sem dormir faz mal para o coração
A fragmentação do sono pode levar a problemas do coração, como arritmias, hipertensão e até infartos a longo prazo
magicmine/Getty Images A qualidade do sono é essencial para regular as funções vitais do organismo, tais como pressão arterial, frequência cardíaca e equilíbrio hormonal. Uma boa noite reparadora é o que permite, inclusive, a recuperação do sistema cardiovascular e menos estresse ao coração.
Cardiologista, Rafael Marchetti alerta que, quando o sono é insuficiente ou fragmentado, há um aumento na atividade do sistema nervoso e inflamação, fatores que podem elevar o risco de condições cardiovasculares como hipertensão e arritmias cardíacas.
“No campo cardiovascular, a privação de sono aumenta o risco de infarto, AVC e arritmias. O sistema imunológico também pode ser comprometido, o que torna o organismo mais vulnerável e, no longo prazo, a falta de sono adequada está associada ao envelhecimento precoce e a um maior risco de doenças crônicas”, explica o médico.

O cortisol elevado e os riscos para o coração
Grande parte da relação entre sono desregulado e doenças cardiovasculares é o cortisol, conhecido como hormônio do estresse. Quando a pessoa dorme mal, há uma desregulação na produção desse hormônio, que passa a ter picos em diferentes horários do dia.

De acordo com o cardiologista, a desregulação desse hormônio pode causar aumento da pressão arterial, inflamação e alterações no metabolismo.
“Esse desequilíbrio favorece o acúmulo de gordura abdominal, resistência à insulina e sobrecarga do sistema cardiovascular. Com o tempo, esses fatores aumentam o risco de formação de placas nas artérias, elevando a probabilidade de eventos como infarto e AVC, especialmente quando associados à privação de sono e estresse crônico”, destaca Rafael Marchetti.
Como cuidar da saúde do sono
A recomendação do médico é que pessoas com predisposição a doenças cardiovasculares mantenham cuidados como uma rotina regular de sono; evitar estimulantes à noite; controlar o estresse e buscar acompanhamento médico.

“Dormir entre sete a nove horas por noite é fundamental. Já quem não tem predisposição também corre risco se negligenciar o sono, pois a privação prolongada pode causar problemas cardiovasculares a longo prazo”, alerta.




COMENTÁRIOS