Líder da oposição protocola impeachment de Gilmar Mendes após embate com Zema
"Serão apresentados quantos pedidos forem necessários", diz líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
Após pedido de inclusão de Zema no inquérito das fake news, oposição defende impeachment de Gilmar Mendes Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG/Rosinei Coutinho/STF/ND Mais O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, protocolou na quarta-feira (22) o pedido de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.
A iniciativa surge após o decano do STF solicitar na segunda-feira (20) a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no inquérito das fake news.
Zema participou do anúncio do pedido de impeachment e afirmou que o Brasil tem visto “as mais altas autoridades envolvidas com esse que pode ser considerado o maior criminoso da história do país”, em referência a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Ao Estadão, o deputado Gilberto Silva negou que o pedido seria meramente simbólico, mas reconheceu que não há maioria no Senado para dar encaminhamento à proposta.
Cabo Gilberto Silva apresenta pedido de impeachment de Gilmar Mendes, mas reconhece que oposição não tem maioria para avançarFoto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/ND MaisAlém do impeachment de Gilmar Mendes, a oposição também apresentou queixas-crime contra o ministro e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por omissão.
Entenda polêmica que levou ao pedido de impeachment de Gilmar Mendes
O embate começou quando Romeu Zema, pré-candidato à presidência em 2026, usou deep fake para atacar os ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffoli nas redes sociais.
A tecnologia utiliza inteligência artificial para criar ou manipular vídeos, áudios ou imagens, simulando falas e expressões de pessoas reais. Na publicação de Zema, dois bonecos imitam as vozes de Gilmar Mendes e Dias Toffoli em um diálogo fictício sobre o caso Master.
O boneco atribuído a Toffoli pede que o decano anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovadas na CPI do Crime Organizado. Em troca, Gilmar solicita uma cortesia no resort Tayayá, do qual o colega era sócio.
Zema voltou a publicar o vídeo na segunda-feira: “Se um teatro de fantoches é visto como ameaça por Gilmar e Moraes é sinal de que a carapuça serviu. Os ministros não gostaram da nossa série “os intocáveis”. Beleza. Mas me processar por isso? O humor é usado pra criticar o poder desde que o mundo é mundo”, escreveu no X.
Com informações do Estadão Conteúdo




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