• Rio Branco, 19/04/2026
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Treinadores das antigas

namarcadacal.com.br
Treinadores das antigas

Vi por aí numa das diversas folhas de informação que eu consumo todos os dias que na próxima Copa do Mundo não vai haver nenhum treinador nascido no Brasil. Corri a vista pela lista e constatei que é isso mesmo. Mas, pra falar a verdade, não vi nada de mais nisso não senhor.


Levando-se em conta que a gente vive numa sociedade planetária, cada vez mais se diluem as fronteiras e qualquer um pode ir e vir, assim como todos podem exercitar os seus talentos aqui, ali e alhures (antiga essa, hein?). Ou não é bem assim e eu estou vendo miragens sob o escaldante sol carioca?


E além do mais, antes que alguém atire a primeira pedra, devo lembrar que nenhum treinador brasileiro vai à Copa do Mundo, mas existe um monte deles nascidos aqui no antigo “país dos papagaios” que exercem a sua profissão além-fronteiras. Se a gente for procurar, a lista até que é extensa.


Independentemente, porém, desse preâmbulo, o que eu quero lembrar mesmo nesse papo furado de hoje são os ensinamentos de alguns treinadores que eu conheci em anos que já vão longe na ampulheta do tempo e que trabalharam no futebol acreano. Professores de discursos bem peculiares.


Um deles, cujo nome eu não posso revelar sem a presença de um advogado, chegava para o armador do time, que era um cara de rara habilidade, mas que gostava de prender a bola em demasia, e dizia o seguinte: – Olha, fulano, acaba com essa mania de dar um pra frente e dois pra trás.


Outro desses treinadores de discurso pitoresco chegava para os ponteiros e dizia que eles não deveriam ir à linha de fundo para fazer o cruzamento. Em vez disso, eles deveriam correr com a bola no rumo da área, fazendo um gesto com o braço para exemplificar o que ele queria dizer.


Quando um dos ponteiros tentava traduzir a expressão e perguntava se era para fazer um movimento em diagonal, o treinador não escondia a contrariedade, passava a mão no rosto, negava balançando a cabeça lateralmente e repetia o gesto com o braço, dizendo: – Não, é assim mesmo!


E havia outro que, mediante a reconhecida superioridade do time adversário, na tentativa de dizer que os caras do lado de lá não eram imbatíveis, saía-se com as seguintes frases “motivacionais”: – Vamos jogar com fé que são onze contra onze! Ninguém lá deles tem três ovos não!


Por enquanto é isso, galera boa espalhada por todos os recantos desse ainda imenso país. Digo “ainda imenso” porque ando lendo por aí que tem uns sujeitos querendo subir a rampa do Planalto com o foco de entregar um pedaço de tudo para os americanos do norte. Tô fora! Vade retro, Satana!




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