• Rio Branco, 27/02/2026
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Ciclone subtropical pode causar tragédias; veja as oito áreas mais vulneráveis do Brasil

Sistema híbrido deve provocar até seis dias de chuva extrema durante ciclone subtropical e elevar risco de enchentes e deslizamentos no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste

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Ciclone subtropical pode causar tragédias; veja as oito áreas mais vulneráveis do Brasil Ciclone subtropical se forma no Atlântico Sul e avança em direção ao continente Foto: Canva/ND Mais

Um ciclone subtropical em formação no Atlântico Sul acendeu alerta para chuvas extremas e riscos elevados de desastres em diferentes regiões do país a partir desta quinta-feira (26), com previsão de instabilidade persistente até pelo menos terça-feira (3).

O sistema deve atuar por pelo menos seis dias consecutivos, com potencial para provocar alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra, cenário que preocupa após as tragédias recentes em Minas Gerais.

De acordo com o Meteored, a área de baixa pressão se organiza na costa do Sudeste e tende a ganhar características híbridas, típicas de ciclones subtropicais. A circulação associada ao sistema deve intensificar a instabilidade especialmente na faixa Leste do Brasil.

O que é um ciclone subtropical?

Ciclones são centros de baixa pressão atmosférica e podem ser classificados como:

  • Tropicais: como furacões, com núcleo quente em toda a estrutura vertical;
  • Extratropicais: associados a frentes frias;
  • Subtropicais: sistemas híbridos que se formam sobre águas quentes, possuem núcleo quente em baixos níveis, mas ar frio em altitudes elevadas.

O atual sistema apresenta características subtropicais e, até o momento, não existe indicativo de que evolua para um furacão. A Marinha do Brasil, responsável pela nomeação de ciclones no Atlântico Sul, ainda não incluiu o fenômeno na lista oficial de sistemas nomeados.

As oito áreas mais vulneráveis ao ciclone subtropical

Imagem de nuvens pretas com ciclonePrevisão de volumes extremos de chuva entre 26 de fevereiro e 3 de marçoFoto: Montagem feita com imagens do Praia Grande Mil Grau e da Meteored/ND Mais

De acordo com o EFI (índice de previsão extrema) do modelo europeu ECMWF, há previsão de volumes incomuns a extremos de chuva entre 26 de fevereiro e 3 de março nas seguintes áreas:

  • Zona da Mata de Minas Gerais;
  • Sul e Zona da Mata do Rio de Janeiro;
  • Litoral de São Paulo;
  • Espírito Santo;
  • Sul da Bahia;
  • Goiás;
  • Tocantins;
  • Sul do Paraná e Santa Catarina.

Em algumas regiões, os acumulados podem ultrapassar 200mm até o início da próxima semana.

Minas Gerais já enfrenta cenário crítico

Familiares acompanham busca e resgate de pessoas em escombros de casas soterradas por lama após fortes chuvas em Minas Gerais - Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND

Somente em Juiz de Fora, o número de desalojados e desabrigados chega a 3,5 mil - Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND

A maioria das vítimas morreu por soterramento - Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND

Imagens mostram a força da chuva em Minas Gerais - Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND

A preocupação aumenta porque parte das áreas sob alerta já enfrenta solo saturado. Em Minas Gerais, o Corpo de Bombeiros Militar confirmou 59 mortes na Zona da Mata após temporais recentes, com 48 vítimas em Juiz de Fora e seis em Ubá.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta vermelho para chuvas acima de 100mm por dia na região, enquanto o Cemaden classifica como muito alta a possibilidade de novas enxurradas e deslizamentos.

Em áreas já afetadas, novos acumulados podem agravar riscos estruturais e humanitários.

O que esperar nos próximos dias

As rajadas associadas ao ciclone podem superar 70 km/h entre sexta-feira (27) e sábado (28), principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Goiás.

Especialistas alertam que sistemas subtropicais são mais difíceis de prever devido à sua estrutura híbrida, o que exige monitoramento contínuo.

Autoridades da Defesa Civil recomendam que moradores de áreas de encosta e regiões sujeitas a alagamentos acompanhem os boletins meteorológicos e sigam orientações oficiais.





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