Fraude no INSS: ex-dirigentes entregam Lulinha e ex-ministra de Bolsonaro em suposta delação
Os ex-servidores do alto escalão do INSS Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis estão presos desde novembro de 2025
Ex-dirigentes do INSS entregam Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e políticos Foto: R7/Reprodução/ND Mais Presos desde 13 de novembro de 2025, os ex-servidores do alto escalão do INSS Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis avançaram no processo de delação premiada e entregaram Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e políticos que estariam envolvidos no esquema de fraudes na autarquia.
A apuração da coluna Andreza Matias, do Metrópoles, informou que entre os políticos citados pelos supostos delatores está Flávia Péres (ex-Flávia Arruda), que foi ministra da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) do governo Jair Bolsonaro (PL). Ela é casada com o economista Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master e ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro.
Flávia Péres foi ministra no governo BolsonaroFoto: Redes sociais/Reprodução/ND MaisO empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que teria sido entregue pelos ex-dirigentes do INSS, apareceu em depoimento de testemunha ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As investigações apuram se Lulinha teria atuado como seu “sócio”.
A advogada de Virgílio negou ao Metrópoles que exista delação em andamento, enquanto a defesa de André não foi localizada.
Ex-dirigentes do INSS entregam Lulinha e políticos
Ex-procurador do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho era servidor de carreira da AGU (Advocacia-Geral da União). A Polícia Federal o acusa de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades que faziam os descontos ilegais nas aposentadorias, sendo que R$ 7,5 milhões estariam ligadas ao “Careca do INSS”.
Virgílio Oliveira Filho: ex-dirigentes do INSS entregam Lulinha, filho de LulaFoto: Agência Senado/Reprodução/ND MaisA esposa de Virgílio, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson, que também foi presa, teria atuado como intermediadora dos valores, com os repasses tendo sido enviados a empresas e contas bancárias em seu nome. O ex-procurador se entregou em novembro do ano passado, após ter um mandado de prisão expedido contra si na 4ª fase da Operação Sem Desconto.
André Fidelis, ex-diretor de Benefícios: ex-dirigentes do INSS entregam LulinhaFoto: Agência Senado/Reprodução/ND MaisJá André Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS, teria recebido cerca de R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024, período em que ocupou o cargo. Segundo a investigação, os valores teriam sido pagos por 14 entidades para que houvesse desconto automático na folha dos aposentados. Foram R$ 1,6 bilhão descontados na gestão de Fidelis. Seu filho Eric Fidelis, apontado como um dos operadores financeiros do esquema, também foi preso.
*Com informações do Metrópoles




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