Saiba quais dados sigilosos da esposa de Moraes foram acessados antes de operação da PF
A operação deflagrada ontem contra servidores do fisco esclareceu quais dados da esposa de Moraes foram consultados na Receita Federal e se houve o vazamento dessas informações sigilosas Foto: Reprodução/ND Mais Dados sigilais da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, foram acessados de forma irregular no final de agosto do ano passado.
Segundo apuração do Portal UOL, as consultas partiram de unidades da Receita Federal na região de Santos (SP) e integram o inquérito que motivou a operação da PF (Polícia Federal) realizada nesta quarta-feira (18) contra servidores do órgão.
Quais dados da esposa de Moraes foram acessados na Receita
De acordo com o UOL, o acesso não atingiu informações financeiras profundas, como declarações de Imposto de Renda. Os dados visualizados da advogada foram de natureza cadastral, incluindo:
- Nome completo;
- Número do CPF;
- Data de nascimento;
- Nome da mãe.

Ainda que os dados da esposa de Moraes sejam básicos, a Receita Federal abriu um procedimento interno de apuração. Isso ocorre porque o sistema possui alertas rígidos para pessoas politicamente expostas ou seus familiares; nesses casos, qualquer consulta exige uma justificativa oficial fundamentada, o que não teria ocorrido.
Alvo da investigação da Polícia Federal
Uma das principais suspeitas de realizar o acesso é a servidora Ruth Machado dos Santos, lotada na unidade da Receita em Santos. Ela foi alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF. A investigação da PF busca entender se o acesso faz parte de uma estrutura organizada para vazar dados sigilosos de parentes de ministros da Corte.
A servidora da Receita Federal Ruth Machado dos Santos foi alvo de busca e apreensão sob suspeita de acessar e vazar dados de parentes de ministros do STFFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDO outro lado
A defesa de Ruth Machado nega qualquer irregularidade. O advogado Diego Scarpa afirmou que a servidora não realizou acessos indevidos nem vazamentos, destacando que ela não possui motivações ideológicas.
“Não houve nenhum tipo de vazamento. Não houve acesso indevido. Ela não é Lula, nem Bolsonaro, ela é apartidária”, afirmou Scarpa.




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