• Rio Branco, 25/02/2026
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Armadilhas virtuais: Brasil é o país com mais ataques sofisticados para roubo de dados

Criminosos usam técnica que consiste em esconder o software malicioso dentro do sistema, explorando a confiança do computador para evitar a detecção rápida por antivírus

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Armadilhas virtuais: Brasil é o país com mais ataques sofisticados para roubo de dados Quase metade dos ataques virtuais feitos para roubo de dados no Brasil são sofisticados Foto: Divulgação/Freepik/ND

O Brasil é o país do mundo que mais recebe ataques virtuais sofisticados para roubo de dados, informou o Relatório de Ciberameaças da Acronis, empresa global de cibersegurança e proteção de dados, referente ao 2º semestre de 2025. Conforme a pesquisa, quase metade das armadilhas utilizadas no Brasil (42%) se disfarçam de links e páginas comuns para enganar as vítimas.

A técnica à qual o relatório se refere é quando o software malicioso, ou seja, a armadilha, se esconde dentro de um processo que o computador já conhece e em que confia, ao contrário de usar uma ferramenta estranha que o “alarme”, um antivírus, reconheceria na hora. Com a técnica de “invisibilidade”, os criminosos têm três objetivos:

  • Escapar dos “alarmes”: Serve para evitar detecções baseadas em assinaturas (quando o antivírus procura por um “RG” de vírus conhecido).
  • Camuflagem: Mistura a atividade criminosa aos processos legítimos do sistema, tornando quase impossível para um usuário comum notar algo errado.
  • Atrasar a resposta: Ao se esconderem tão bem, os invasores ganham tempo para agir antes que as ferramentas de segurança consigam interromper o ataque.

A estratégia de invisibilidade é utilizada em crimes como “phishing”, cujo nome remete ao termo inglês “fishing”, que significa pesca. Como em uma pescaria, as vítimas são “fisgadas” pelos golpistas, que utilizam como isca páginas, links e números que parecem familiares e confiáveis.

Em comparação com outros países do mundo, o Brasil tem mais que o dobro de ataques virtuais sofisticados. Em segundo lugar está os Estados Unidos e a África do Sul, com 17%, seguidos de Portugal, Polônia e Tchéquia, todos com 8%.

“Esta distribuição [da liderança do Brasil] pode indicar um conhecimento técnico (tradecraft) mais maduro por parte dos atacantes que visam estas regiões, ou uma maior prevalência de ambientes onde o abuso de binários confiáveis [ataques virtuais sofisticados] continua a ser eficaz contra os controlos de segurança de endpoint”, diz o relatório.

 roubo de dados é o primeiro passo para crimes como o estelionato, por exemplo, que é o crime mais cometido no Brasil. Dados pessoais e bancários são vendidos para outros criminosos, que os usam para aplicar diferentes golpes.

Brasil é o 3º país com mais ataques virtuais no mundo

O levantamento detalhou os tipos mais comuns de softwares maliciosos, ou seja, armadilhas para roubar dados de brasileiros com apenas um clique. No geral, o Brasil ocupa o terceiro lugar mundial em ataques virtuais, atrás dos Estados Unidos e da Índia.

  • Estados Unidos: 36,9%
  • Índia: 36,37%
  • Brasil: 6,42%

Apesar do terceiro lugar no ranking, o Brasil não tem uma taxa alta de afetados pelos ataques. Conforme o levantamento, o país tem um ataque a cada 10 mil máquinas. Em comparação com a Alemanha, que registra entre 3 e 27 detecções para cada 10 mil máquinas durante o ano.

Em contrapartida, a Acronis indica que isso ocorre por conta do tamanho do país. Estatisticamente, um computador na Alemanha tem cerca de 100 vezes mais chances de sofrer um ataque de software malicioso do que um no Brasil.

Apesar de a chance de uma máquina específica ser atacada no Brasil ser menor, os ataques costumam ser mais concentrados em certas épocas ou escondidos sob técnicas muito avançadas, para causar maior prejuízo.





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