Protestos da Geração Z chegam à Alemanha; milhares se manifestam


Os protestos seguem uma onda de manifestações lideradas pela Geração Z em toda a Europa neste ano. Na Sérvia, o ativismo liderado por estudantes ajudou a derrubar o líder de longa data do país nas urnas, enquanto os protestos na França terminaram em tumultos e saques.
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O grupo afirma se opor ao serviço militar obrigatório e quer maior investimento em educação, já que muitos jovens alemães enfrentam dificuldades com o aumento dos custos de vida.
Números oficiais divulgados na tarde deste sábado indicaram que o número de participantes ficou significativamente abaixo dos 182 mil inicialmente esperados pelos organizadores. A polícia de Frankfurt, Munique e Berlim registrou 6 mil manifestantes, em comparação com cerca de 36 mil indicados no site dos organizadores.
As autoridades alemãs afirmam que esperam que as manifestações deste hoje, que coincidem com as comemorações do Halloween, sejam pacíficas, mas alertaram para tentativas de grupos extremistas de explorar o movimento.
Partes da cena extremista da Alemanha e alguns grupos ligados a movimentos estrangeiros uniram esforços para mobilizar apoio, segundo o Ministério Federal do Interior.
“Todos nós temos aquelas imagens da França em nossas mentes, saques, casas em chamas, veículos da polícia incendiados e ataques a policiais”, disse Roman Poseck, ministro do Interior do estado de Hesse, cuja capital é Frankfurt, o centro financeiro da Alemanha.
“A França não deve ser apresentada como modelo nesse sentido.”
Algumas empresas em várias cidades alemãs tamparam as janelas com tábuas e planejaram fechar mais cedo antes das manifestações devido a preocupações com possíveis distúrbios, inclusive ao longo da luxuosa avenida comercial Kurfürstendamm, em Berlim.
França e Itália
A França se prepara para o terceiro sábado de manifestações. A Itália viveu na sexta-feira (30) confrontos entre manifestantes e polícia.
O Conselho de Estado francês proibiu o percurso da manifestação que os sindicatos pretendiam realizar neste sábado no centro de Paris, após um recurso do Governo, alegando riscos de perturbação grave da ordem pública.
O risco de violência é considerado muito elevado na França, como constatou a correspondente da RTP Rosário Salgueiro.
Junto ao edifício da Câmara de Turim, na Itália, o avanço dos manifestantes foi travado pela polícia de choque. Um canhão de água foi usado para dispersar a multidão.
Roma também viveu momentos de tensão, quando ym pequeno grupo de manifestantes separou-se da marcha principal, incendiou contêineres de lixo e atirou garrafas contra os polícias.
Foram detidas oito pessoas e entre 200 a 300 foram identificadas.
Em Gênova, cerca de 15 mil trabalhadores portuários, estudantes e outros manifestantes entraram no porto. O grupo gritava palavras de ordem contra a utilização dos portos para transporte de armas.
Aos estudantes, sindicatos, bombeiros e outros profissionais juntaram-se também os agricultores.
A greve levou mais de um milhão de pessoas às ruas de cerca de cinquenta cidades italianas. Houve pedidos de demissão do Governo, salários mais altos para os trabalhadores e serviços públicos fortes.
Na Espanha, mais de uma dezena de pessoas ligadas ao movimento de caráter violento Blocus foram detidas, incluindo o suposto líder de apenas 20 anos. O grupo estaria se preparando para violentos atos de vandalismo na noite deste sábado.
*Com informações da RTP
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