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  • Rio Branco, 29/10/2026
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Acre registra menor número de óbitos por síndrome respiratória aguda grave entre idosos desde 2024

agencia.ac.gov.br
Acre registra menor número de óbitos por síndrome respiratória aguda grave entre idosos desde 2024

O acompanhamento das síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs) realizado pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) permite observar a circulação dos vírus, analisar a evolução dos casos graves e subsidiar as ações de vigilância e assistência. No balanço de 2026, os indicadores apresentam um cenário mais favorável entre pessoas idosas, com redução de óbitos em relação aos dois anos anteriores e estabilidade dos registros após o período sazonal de maior ocorrência.


Até a semana epidemiológica 42 deste ano, foram registrados 31 óbitos por SRAG entre pessoas com 60 anos ou mais. No mesmo recorte de 2025, foram 56 mortes; em 2024, 119. A comparação com 2024 representa uma redução de aproximadamente 74%. O boletim epidemiológico também aponta que os casos diminuíram a partir da semana 28, em julho, e permaneceram estáveis até a semana 42.


Até a semana epidemiológica 42 de 2026, foram contabilizadas 31 mortes nessa faixa etária; no mesmo período de 2024, o estado registrou 119. Imagem: reprodução Boletim Epidemiológico

Para a coordenadora da Área Técnica de Vigilância da Sesacre, Anub Martins, o monitoramento contínuo é essencial para acompanhar o comportamento das doenças respiratórias e orientar a atuação da rede de saúde. “Ao comparar o mesmo período dos últimos três anos, observamos que 2026 apresenta menor intensidade de casos de SRAG e menos óbitos entre idosos. Ao mesmo tempo, o boletim mostra a circulação de vírus como o sincicial respiratório e o rinovírus. Por isso, é importante analisar os dados de forma contínua e manter a atenção, principalmente em relação aos grupos mais vulneráveis”, explica.


Anub Martins: “É importante analisar os dados de forma contínua e manter a atenção”.  Foto: Ascom/Sesacre

Apesar do cenário favorável, a cobertura da vacina contra a influenza entre pessoas com mais de 60 anos ainda pode melhorar. Conforme dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) utilizados no boletim, o índice chegou a 32,72% em setembro, o que reforça a importância de ampliar a vacinação dos públicos prioritários.


Renata Quiles é coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre. Foto: Luan Martins/Sesacre

“A redução dos óbitos é um dado positivo, mas a prevenção precisa continuar. Orientamos que as pessoas dos grupos prioritários de maior risco procurem uma unidade de saúde e verifiquem se a vacinação está em dia. Também é importante proteger idosos e pessoas vulneráveis, evitando contato próximo quando houver sintomas respiratórios e mantendo os cuidados de higiene”, adverte a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI/AC), Renata Quiles.


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