Lula reconhece avanço da direita no mundo, mas nega ter subestimado potencial de Flávio Bolsonaro
Presidente admite que esperava vencer no primeiro turno e aposta na mobilização de apoiadores para reverter o cenário eleitoral até a votação de 25 de outubro
Lula afirmou que não subestimou a capacidade de articulação da direita e de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial Foto: Reprodução/SBT O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu o avanço da direita no Brasil e em outros países, mas negou ter subestimado a capacidade de articulação de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência.
Em entrevista ao SBT, nesta segunda-feira (19), o petista afirmou que chegou a acreditar em uma vitória no primeiro turno, mas disse estar confiante em uma virada na votação de 25 de outubro.
Questionado sobre a redução da diferença entre os candidatos nas pesquisas eleitorais e a avaliação de especialistas de que teria atingido seu limite de crescimento, Lula atribuiu sua expectativa inicial ao volume de realizações do governo.
“Confesso para você que cheguei a achar que poderíamos vencer a eleição já no primeiro turno, tal era a dimensão das entregas e realizações que fizemos no governo”, afirmou.
Apesar de não ter alcançado o resultado esperado na primeira votação, o presidente declarou estar convencido de que vencerá o segundo turno. Segundo ele, a mobilização popular registrada nas últimas semanas reforça essa expectativa.
Lula diz que avanço da direita ocorre no Brasil e no exterior
Ao responder se havia subestimado o adversário e a organização da direita, Lula negou a hipótese e afirmou que o crescimento desse campo político é observado em diferentes países.
“Ninguém subestima a capacidade da direita neste país e no mundo inteiro, até porque ela tem crescido de forma muito expressiva em quase todos os países do mundo”, declarou.
O presidente também mencionou o bolsonarismo como uma força política conhecida no Brasil. Na avaliação dele, a participação de apoiadores nas ruas será determinante para o resultado da eleição.
Lula afirmou que quase 1,7 mil atos, entre passeatas e carreatas, ocorreram em municípios brasileiros no fim de semana anterior à entrevista. Segundo o petista, parte dessas manifestações foi organizada espontaneamente por eleitores.
Presidente diz estar mais sereno após resultado do primeiro turno
Durante a entrevista, Lula comparou a atual disputa com a eleição presidencial de 2002, quando enfrentou José Serra (PSDB). Na ocasião, contou que ficou frustrado ao perceber que a decisão seria levada ao segundo turno, pois acreditava que venceria na primeira votação.
Desta vez, afirmou lidar com o resultado de maneira diferente.
“Desta vez é diferente; estou muito mais sereno, porque eleição em dois turnos funciona assim mesmo”, disse.
O presidente também reconheceu que perdeu votos em alguns estados onde esperava um desempenho melhor. Para tentar recuperar terreno, afirmou que a campanha trabalha para ampliar a presença no Sul e no Sudeste, além de contar com o apoio de governadores do Nordeste.
Lula aposta em Minas Gerais e busca reduzir desvantagem em São Paulo
Ao falar sobre a estratégia para o segundo turno, Lula afirmou que acredita ter condições de vencer em Minas Gerais e diminuir a diferença para Flávio Bolsonaro em São Paulo.
“Nós temos plenas condições de vencer em Minas Gerais, diminuir a desvantagem em São Paulo e, acontecendo isso, venceremos a eleição como vencemos as anteriores”, declarou.
A estratégia apresentada pelo presidente combina a ampliação da mobilização nas ruas com a atuação de aliados regionais. Lula afirmou que esses movimentos podem ajudar a reverter o resultado da primeira votação.
A eleição presidencial será decidida no segundo turno, em 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro.




COMENTÁRIOS