Torcedor de ocasião
Tenho amigos que trocam de paixão clubística como quem troca de roupa, de acordo com a fase dos diversos times. Já vi sujeito jurando amor ao Flamengo, quando o rubro-negro está perto de conquistar um título. E já vi esse mesmo sujeito se derreter pelas cores do Palmeiras, por igual motivo.
Também tenho amigos que torcem por um time em cada estado brasileiro. E não por qualquer time, aqueles mais fracos, mas invariavelmente por aqueles mais fortes esportiva e financeiramente, do tipo dos que entram sempre como favoritos nas mais variadas competições.
Da minha parte (e não é a primeira vez que eu digo isso, quem quiser pode conferir nos arquivos), desde que eu me entendo por gente (dizendo assim, parece até que algum dia eu já fui bicho), meu coração só bate forte por dois times: o Juventus, no Acre, e o Fluminense, no Rio de Janeiro.
O Juventus, como se sabe, há muito tempo está afastado das quatro linhas, fruto de uma crônica falta de recursos financeiros e, evidentemente, por conta de gestões temerárias. Sempre se diz por aí que dentro em breve o clube volta a disputar competições. Mas se isso vai acontecer, só Deus sabe.
Já o Fluminense, este, dentro de um processo normal de altos e baixos, está via de regra disputando cabeça a cabeça os diversos campeonatos com alguma chance de ser feliz. Veja-se, a propósito, a atual edição da Série A do Campeonato Brasileiro, onde o Tricolor se encontra na terceira posição.
E isso sem falar (mas já falando, que eu não sou de guardar segredo) na Copa Libertadores da América, onde o clube é um dos semifinalistas, ao lado dos também brasileiros Flamengo (esconjuro, sai pra lá) e Palmeiras (este o adversário da vez, a pedra no caminho para a chegada à final).
Feitos esses esclarecimentos, devo confessar que nos dias atuais nutro uma profunda simpatia por dois outros clubes: um da Série A e outro da Série B. Da Série A, meu olho esquerdo pisca para o gaúcho Grêmio. E da Série B, meu olho direito ganha ares de brilho pelo pernambucano Sport Recife.
No caso do Grêmio, essa minha simpatia momentânea tem nome certo: o goleiro Weverton, no caso o mais bem sucedido futebolista nascido no Acre. E no caso do Sport Recife, a causa do meu querer atende pelo nome de Neto Pessoa, centroavante igualmente nascido em terras acreanas.
Quando um e outro deixarem os respectivos Grêmio e Sport, certamente eu perderei o interesse no sucesso desses clubes. Então, que fique claro: de verdade mesmo, eu torço pelos dois acreanos que furaram a bolha do regionalismo e foram ser protagonistas em outros terreiros. É isso!




COMENTÁRIOS