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Evangelho do Dia: 18 DE SETEMBRO

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Evangelho do Dia: 18 DE SETEMBRO

Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum
Evangelho (Lc 8,1-3): Naquele tempo, Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os Doze iam com ele, e também algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus e de doenças: Maria, chamada Madalena, de quem saíram sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e muitas outras mulheres, que os ajudavam com seus bens.

«Os Doze iam com ele, e também algumas mulheres»

Cardenal Raniero CANTALAMESSA(Città del Vaticano, Vaticano)

Hoje admiramos as mulheres que seguiram Jesus por Ele mesmo, por gratidão pelo bem que d’Ele tinham recebido («tinham sido curadas de espíritos malignos e de doenças»). Não O seguiam na esperança de fazer carreira depois. Este é um dos sinais mais seguros da honestidade e da credibilidade histórica dos Evangelhos: o papel modesto que neles desempenham os autores e inspiradores dos Evangelhos, e o papel magnífico que é atribuído às mulheres.

A sua presença junto do Crucificado e do Ressuscitado contém para nós uma lição vital. A nossa civilização, dominada pela técnica, precisa de um coração para que o homem possa nela sobreviver sem se desumanizar totalmente. Temos de dar mais espaço às razões do coração, se quisermos evitar que o nosso planeta colapse espiritualmente numa era glacial.

Não é difícil compreender porque estamos tão ansiosos em aumentar os nossos conhecimentos e tão pouco em aumentar a nossa capacidade de amar: o conhecimento traduz-se automaticamente em poder, o amor em serviço. «A ciência envaidece, ao passo que a caridade edifica» (1Cor 8,1).

Na verdade, nenhuma mulher esteve envolvida, nem sequer indiretamente, na condenação de Jesus Cristo. Até a única mulher pagã mencionada nos relatos, a esposa de Pilatos, se dissociou da sua condenação (cf. Mt 27,19). É certo que Jesus morreu também pelos pecados das mulheres, mas historicamente só elas podem verdadeiramente dizer: «Eu não sou responsável pelo sangue deste homem» (Mt 27,24).

Sempre nos perguntámos porque é que as santas mulheres foram as primeiras a ver o Ressuscitado e porque lhes foi confiada a missão de O anunciar aos apóstolos. A verdadeira resposta é esta: elas foram as primeiras a ver o Ressuscitado porque tinham sido as últimas a abandoná-Lo morto e, mesmo depois da morte, foram levar aromas ao seu sepulcro (cf. Mc 16,1).

Com elas estava Santa Maria: as mães não abandonam um filho, nem sequer condenado à morte.

(Da pregação da Sexta-feira Santa de 2007, na Basílica de São Pedro)

Pensamentos para o Evangelho de hoje

  • «É melhor para um homem confessar as suas quedas, do que endurecer o seu coração» (São Clemente de Roma)

  • «Diante do costume judeu da época, que considerava às mulheres seres de segunda categoria, Cristo inicia um tipo de emancipação da mulher» (Bento XVI)

  • «Desde as origens da Igreja, houve homens e mulheres que se propuseram, pela prática dos conselhos evangélicos, seguir mais livremente Cristo e imitá-Lo de modo mais fiel. Cada qual a seu modo. Levaram uma vida consagrada a Deus (…)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 918)




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