Levantamento aponta uso de IA sem identificação por candidatos


Entre os 314 conteúdos suspeitos coletados entre 16 e 26 de agosto em redes sociais e aplicativos de mensagem, foi constatado o uso de IA em 282 deles. Desses conteúdos, a maioria deles era deepfake, peças artificiais criadas para simular a aparência, a voz ou a identidade de pessoas reais.
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O Facebook é a rede com maior registros de conteúdo enganoso: foram 202 ocorrências, seguido do Instagram, com 62 ocorrências.
“O que chama atenção nesses 37 casos é que não são conteúdos publicados por contas anônimas. São publicações feitas pelas contas oficiais de candidatos e partidos, que têm a obrigação de informar ao eleitor quando utilizam inteligência artificial”, alerta Cristina Tardáguila, gerente de inovação e formação e fundadora da Agência Lupa.
Em março deste ano, o TSE aprovou as restrições para uso de IA nas eleições. A restrição vale para modificações com imagem e voz de candidatos ou pessoas públicas.
A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.



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