• Rio Branco, 27/06/2026
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Harakiri

namarcadacal.com.br
Harakiri

Depois daquela vitória do Brasil sobre os escoceses, na noite dessa quarta-feira que recém passou, vários torcedores aqui do país tropical se puseram a fazer simulações para ver quem poderia cruzar o caminho da seleção nativa na segunda fase dessa Copa do Mundo ora a se desenrolar.


Havia três possibilidades de adversários naquele momento posterior à boa vitória do Brasil contra a Escócia: a Holanda, também conhecida pelo nome de Países Baixos (sem trocadilho, por favor); a Suécia, cujo povo descende dos terríveis vikings; e o Japão, terra onde o sol nasce primeiro.


A perspectiva de ir para a primeira eliminatória contra a Holanda não se configurava tão desejável. Afinal de contas, nas cinco vezes em que as duas seleções se encontraram em Mundiais, os carinhas da tal “Laranja Mecânica” venceram três (2 a 0, em 1974; 2 a 1, em 2010; e 3 a 0, em 2014).


Ademais, pensando bem, convenhamos: espremer uma Laranja Mecânica deve dar um trabalho danado. E o suco, então, produto dessa operação, deve ser de um amargor que dificilmente poderia cair bem no bico de um “canarinho” desses amarelos que gostam de voar por todo o planeta.


Já contra a Suécia, embora o Brasil leve ampla vantagem no confronto contra eles (são dez vitórias dos brasileiros em dezesseis partidas jogadas), nunca é demais lembrar que os sujeitos de lá, levando em conta os seus ascendentes, sempre foram chegados a conquistas com espadas na mão.


Além disso, de acordo com registros históricos, não custa ressaltar que uma galera lá da Suécia gosta de se exibir em público com um par de chifres sobre as cabeças. E assim, dessa forma, penso que esses tais chifres podem muito bem ser usados num lance mais brusco ou na hora de uma cabeçada.


Uma vez jogadas as partidas dos demais grupos, porém, se ficou sabendo que o Brasil não vai enfrentar nem a Holanda, nem a Suécia. Deu Japão, a famosa “terra do sol nascente”, onde, seguindo esse princípio do nascimento do sol, eles abrem os olhos primeiro (ou não abrem nunca).


No meu entendimento, apesar de o futebol “ser uma caixinha de surpresas” (acabei de criar essa frase e quem a escreveu antes apenas copiou o que eu ia inventar anos depois), jogar uma eliminatória contra o Japão seria o que de melhor poderia acontecer ao Brasil, a essa altura do campeonato.


Explico. É que como acordam primeiro, na hora do jogo é muito provável que eles estejam bastante sonolentos. Confiança e fé é o que move o meu raciocínio. No mais, só uma coisinha: tomara que eles não resolvam praticar um harakiri coletivo no meio do gramado depois da derrota!




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