• Rio Branco, 02/06/2026
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Polícia Civil do Acre e Ministério Público prendem 19 integrantes de organização criminosa durante Operação Convergência Nacional

agencia.ac.gov.br
Polícia Civil do Acre e Ministério Público prendem 19 integrantes de organização criminosa durante Operação Convergência Nacional

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em ação conjunta com o Ministério Público do Estado (MPAC), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira, 2, a Operação Convergência Nacional. A ação tem como foco o combate a integrantes de organização criminosa com atuação no Acre e em outros estados da federação.


Polícia Civil do Acre intensifica combate ao crime organizado com operação que mobilizou dezenas de agentes e cumpriu 42 mandados judiciais. Foto: Emerson Lima/PCAC

Ao todo, a operação visa cumprir 42 mandados judiciais, sendo 21 de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão, além de 19 prisões, 18 em Rio Branco e uma em Epitaciolândia. As ordens foram expedidas pela Vara Estadual do Juiz das Garantias da Comarca de Rio Branco e têm, como alvos, investigados ligados a facção criminosa que atua no estado.


A ofensiva conta com a participação de cerca de 80 policiais civis, além de delegados, promotores de Justiça, servidores do MPAC e policiais penais. O principal objetivo é desarticular núcleos operacionais da organização criminosa que atuam no Acre, especialmente na capital, Rio Branco, e em Brasileia e Epitaciolândia.


Operação Convergência Nacional mobilizou cerca de 80 agentes para o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão contra investigados ligados ao crime organizado. Foto: Emerson Lima/PCAC

Além do território acreano, os mandados de prisão e busca e apreensão também estão sendo cumpridos em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC), demonstrando a abrangência interestadual das investigações.


A Operação Convergência Nacional é resultado de uma investigação conduzida pelo Gaeco, com apoio técnico e operacional da Polícia Civil. Os trabalhos avançaram a partir da análise de dados periciais extraídos de aparelhos celulares apreendidos com lideranças da organização criminosa, incluindo um integrante do chamado “conselho” da facção.


Ação resultou na prisão de 19 pessoas no Acre. Foto: Emerson Lima/PCAC

A extração e análise dos dados permitiram identificar a estrutura hierárquica do grupo, seus operadores financeiros e os responsáveis pela logística de distribuição de entorpecentes, revelando uma atuação coordenada e organizada dos investigados.


Os resultados da Operação Convergência Nacional foram apresentados durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, em Rio Branco. Participaram da apresentação o delegado titular da Draco e coordenador da operação, Gustavo Neves, representando a Direção-Geral da Polícia Civil do Acre, o diretor do Departamento de Polícia da Capital e Interior, delegado Alcino Ferreira Júnior, o coordenador-geral do Gaeco, promotor de Justiça Antonio Alceste Calil e o coordenador adjunto do Gaeco, promotor de Justiça Júlio César de Medeiros.


Resultados da Operação Convergência Nacional foram apresentados durante coletiva de imprensa, com a participação de representantes da Polícia Civil do Acre e do Gaeco. Foto: Emerson Lima/PCAC

Durante a coletiva, o delegado Gustavo Neves destacou a relevância do trabalho integrado entre as instituições para o enfrentamento ao crime organizado.


“Esta operação representa mais um duro golpe contra a estrutura da organização criminosa. As investigações permitiram identificar integrantes que exerciam funções estratégicas na facção, possibilitando a adoção de medidas judiciais para enfraquecer sua atuação. A prisão de 19 investigados no Acre demonstra a efetividade do trabalho realizado. O resultado é fruto de um trabalho técnico, minucioso e da integração entre Polícia Civil, Ministério Público e demais forças de segurança”, afirmou.


Representando a Direção-Geral da Polícia Civil, o delegado Alcino Ferreira Júnior ressaltou o compromisso da instituição no combate às organizações criminosas: “A Polícia Civil do Acre tem investido continuamente em inteligência policial e integração institucional para enfrentar o crime organizado. A operação demonstra a capacidade investigativa da nossa instituição e reafirma o compromisso da gestão em promover segurança à população acreana por meio de ações firmes e qualificadas”, disse.


O coordenador-geral do Gaeco, promotor de Justiça Antonio Alceste Calil, enfatizou a importância da cooperação entre os órgãos envolvidos. “Os resultados alcançados demonstram a eficiência da atuação conjunta entre Ministério Público, Polícia Civil e demais instituições de segurança. O combate ao crime organizado exige ações coordenadas e permanentes”, destacou.


As investigações prosseguem com a análise do material apreendido durante o cumprimento dos mandados, podendo resultar em novas medidas judiciais e no aprofundamento das apurações sobre a atuação da organização criminosa.


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