Aliados de Lula acionam PGR para investigar Flávio Bolsonaro por encontro com Trump e PL reage
Partidos de esquerda alegam suposto atentado à soberania nacional; oposição reage e classifica ação como uso político do Judiciário.==
A tensão política aumentou em Brasília neste sábado (30), às 18h40, após parlamentares aliados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionarem a PGR (Procuradoria-Geral da República).
As legendas PSOL e Rede Sustentabilidade protocolaram uma representação pedindo a abertura de uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o encontro com Donald Trump, presidente dos EUA.
O grupo político alega um possível atentado contra a soberania nacional devido a articulações envolvendo cooperação internacional. Em contrapartida, a oposição reagiu de forma contundente por meio de nota oficial emitida pelo senador e coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), que classificou a investida jurídica como uma tentativa de criminalizar ações voltadas à segurança pública.
Rogério Marinho rebate representação da esquerda contra Flávio Bolsonaro na PGRFoto: Carlos Moura/Agência Senado/ND MaisOs argumentos jurídicos apresentados à PGR contra Flávio Bolsonaro
A representação enviada à PGR baseia-se em movimentações recentes do parlamentar fluminense no cenário externo. Conforme os partidos que integram a base governista, o senador teria buscado diálogos com autoridades de outras nações com o objetivo de discutir estratégias de segurança e repressão a crimes.
Para os autores da petição, as tratativas fora dos canais diplomáticos tradicionais do Estado brasileiro configuram uma possível infração legal. O argumento central sustenta que iniciativas dessa natureza ferem a autonomia institucional do país e as regras de soberania vigentes na Constituição Federal.
O encontro entre Flávio e Trump também rendeu um registro ao lado de Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo FigueiredoFoto: @bolsonarosp/Instagram/ND MaisOposição reage e emite nota de repúdio em Brasília
A resposta do bloco de oposição ocorreu de forma imediata por meio de um posicionamento oficial assinado pelo senador Rogério Marinho, na condição de Coordenador-Geral da Pré-Campanha. No texto enviado à imprensa, a oposição repudia a iniciativa das legendas de esquerda.
“Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção”, diz a nota de Marinho, ao citar a classificação do PCC e CV como organizaçòes criminosas pelos EUA.
A manifestação oficial aponta que a representação jurídica demonstra o uso do aparato judiciário como uma extensão de interesses político-partidários. Segundo a nota, as movimentações criticadas pela esquerda visavam, em realidade, encontrar mecanismos externos legítimos para combater o crime organizado e as facções criminosas operantes no Brasil.
“A representação do PSOL e da Rede contra o senador Flávio Bolsonaro é mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político. É inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo”, afirma.




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