• Rio Branco, 23/05/2026
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Transtornos mentais avançam 96% no mundo desde 1990, diz estudo

Estudo aponta que quase 1,2 bilhão de pessoas vivem atualmente com algum transtorno mental

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Transtornos mentais avançam 96% no mundo desde 1990, diz estudo Studio KVR / Unsplash

Os transtornos mentais quase dobraram no mundo nas últimas três décadas e hoje afetam cerca de 1,17 bilhão de pessoas. O dado faz parte de um estudo publicado neste sábado (23/5) na revista científica The Lancet com base nas análises do Global Burden of Disease (GBD) 2023.

Segundo os pesquisadores, o número global de casos passou de 599 milhões em 1990 para 1,17 bilhão em 2023, um crescimento de 95,5% no período. O levantamento avaliou 12 transtornos mentais em 204 países e territórios.

O estudo também aponta que os transtornos mentais representam atualmente uma das principais causas de incapacidade no mundo, com impacto importante sobre qualidade de vida, produtividade e bem-estar social.

Ansiedade e depressão concentram maior carga

Entre as condições analisadas, os transtornos de ansiedade e os transtornos depressivos aparecem entre os principais responsáveis pela carga global de doenças mentais.

De acordo com os dados divulgados pelo Institute for Health Metrics and Evaluation, os transtornos de ansiedade afetavam aproximadamente 470 milhões de pessoas em 2023. Já os transtornos depressivos maiores atingiam cerca de 236 milhões.

Os pesquisadores observaram diferenças importantes entre homens e mulheres. Mulheres apresentaram taxas mais altas de ansiedade e depressão, enquanto homens tiveram maior prevalência de transtornos do neurodesenvolvimento e transtornos de conduta.

O estudo também identificou que adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos estão entre os grupos mais afetados pelos transtornos mentais atualmente.

Fatores sociais influenciam aumento dos casos

Os autores afirmam que diferentes fatores contribuíram para o crescimento global dos transtornos mentais nas últimas décadas. Entre os elementos citados estão pobreza, violência, insegurança, desigualdades sociais e isolamento.

A pandemia de Covid-19 também aparece como um fator associado ao agravamento da saúde mental em vários países, principalmente em relação aos sintomas de ansiedade e depressão.

Em comunicado divulgado pelo IHME, o pesquisador Damian Santomauro disse que “os dados reforçam a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento em saúde mental”.

Segundo ele, muitos países ainda enfrentam dificuldades para oferecer atendimento adequado à população, apesar do aumento expressivo da demanda por cuidados psicológicos e psiquiátricos.

Os pesquisadores destacam que o impacto dos transtornos mentais durante a adolescência pode comprometer educação, relações sociais e desenvolvimento profissional ao longo da vida.

Por causa disso, os autores defendem maior investimento em prevenção, diagnóstico precoce e ampliação do acesso aos serviços de saúde mental, principalmente para jovens e grupos mais vulneráveis.








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