Planejamento estratégico do Estado alia preservação ambiental e estabilidade para investidores durante evento Vem pro Acre
O primeiro dia do evento Vem pro Acre – Amazônia: Conexão Pacífico, Turismo e Negócios, realizado no Rio de Janeiro, foi marcado por apresentações e debates sobre o potencial econômico e sustentável do estado. Nos painéis, foram destacados os fatores que tornam o Acre um ambiente atrativo para investimentos e negócios.

Dados recentes do Centro de Liderança Pública (CLP) confirmam essa realidade: o Acre ocupa a quinta posição nacional em crescimento econômico aliado à sustentabilidade ambiental. O levantamento mostra que o etado avança preservando suas florestas, com um planejamento estratégico voltado para os próximos anos e fundamentado em uma economia verde.
Potencial produtivo e logístico da região Norte
A governadora Mailza Assis ressaltou o potencial econômico da Região Norte, enfatizando tanto a produção local quanto os recursos naturais disponíveis. Segundo ela, a diversidade de produtos atrativos vai desde itens extrativistas até cultivos em escala, como café, cacau, mandioca, açaí e frutas regionais.

“Temos uma riqueza imensa a ser explorada, com produtos nativos como o açaí, além de óleos vegetais e essenciais que fazem parte da nossa biodiversidade. Essa produção, somada à agricultura em escala, demonstra a capacidade de evolução do nosso território, que conta com solo fértil e condições favoráveis para investimentos e estruturação”, afirmou.
Ela também destacou a importância estratégica da logística para ampliar a competitividade brasileira no mercado internacional.

“Estamos a apenas 1,2 mil quilômetros da fronteira, o que facilita a redução de custos e do tempo de transporte, especialmente em direção ao mercado asiático. Essa proximidade representa uma oportunidade para valorizar a região e integrar nossa produção ao comércio global”, disse.
A governadora reforçou, ainda, que o desenvolvimento da infraestrutura deve considerar os desafios ambientais e indígenas, garantindo equilíbrio entre crescimento econômico e preservação. “A expansão logística precisa ser acompanhada de políticas responsáveis, que respeitem a floresta e as comunidades tradicionais”, concluiu.
Diversificação econômica
Durante o evento Vem pro Acre – Amazônia: Conexão Pacífico, Turismo e Negócios, o diretor de Desenvolvimento Regional da Seplan, Marky Brito, destacou o planejamento de longo prazo do estado e os avanços na diversificação das exportações.

Brito apresentou a Agenda Acre 10 anos, documento que estabelece seis pilares de desenvolvimento em áreas estratégicas como agricultura, exportações e bioeconomia.
“O investidor encontra segurança jurídica e administrativa, pois o Acre tem um planejamento de Estado, não apenas de governo. Isso garante previsibilidade e reduz riscos para quem deseja aportar recursos”, afirmou.

Ele ressaltou que o Acre vem se consolidando como um celeiro de negócios, ampliando sua presença em mercados nacionais e internacionais.
“Diversificamos nossas exportações. Além da madeira e da castanha, que já fazem parte da bioeconomia, tivemos forte inclusão da pecuária e da suinocultura, alcançando mercados exigentes e restritos, o que comprova a qualidade dos nossos produtos”, explicou.
Brito também destacou a valorização de produtos com origem comunitária, como a farinha e o feijão, que carregam identidade cultural e respeito aos direitos ambientais e sociais.
“Essa é uma vantagem competitiva que diferencia o Acre de outros estados da Amazônia. Estamos aumentando nossa competitividade e mostrando que o Acre é um ambiente propício para negócios sustentáveis e de alta qualidade”, concluiu.

Resultados concretos
O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict), Márcio Agiolfi, destacou a importância da aproximação com investidores para transformar o potencial econômico do estado em resultados concretos.
Segundo Agiolfi, o Acre vive um momento de transição, passando da fase de promoção para a execução de projetos estruturantes. Ele ressaltou que a Seict já vem desenvolvendo uma política de integração internacional, especialmente com o Peru, e que a presença de agentes estratégicos e investidores é fundamental para alavancar o desenvolvimento regional.

Entre os avanços citados estão a operação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e a expansão do Parque Industrial de Rio Branco, que terá a capacidade de instalação de empresas ampliada. “Essas iniciativas fortalecem nossa economia e consolidam o Acre na rota bioceânica em direção ao Pacífico”, afirmou.
Na pauta das exportações, além da carne bovina — beneficiada pelo reconhecimento do Acre como área livre de febre aftosa sem vacinação — o estado busca ampliar a presença de produtos como café, soja e milho. O secretário enfatizou que o desafio é agregar valor por meio da industrialização, reduzindo a dependência de commodities e aumentando a geração de empregos.
“Eventos como este são decisivos para atrair investimentos e transformar o potencial do Acre em desenvolvimento sustentável”, pontuou.

Desburocratização e vantagens estratégicas
O diretor de Operações de Recursos Humanos da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre e coordenador da campanha Vem pro Acre, Lauro Veiga, apresentou os principais atrativos e benefícios oferecidos às empresas interessadas em se instalar no estado.

Segundo Veiga, a ZPE garante condições diferenciadas para empreendedores, como isenção de tributos, redução da burocracia e facilidades logísticas. “O investidor encontra uma estrutura pronta, com terrenos preparados, energia, água e toda a infraestrutura necessária para iniciar suas operações de forma ágil e segura”, destacou.
Ele ressaltou, ainda, a posição estratégica do Acre na rota bioceânica, que conecta o Brasil ao Oceano Pacífico por meio do Peru. “O Acre é o único estado brasileiro que, para chegar ao Pacífico, precisa atravessar apenas um país. Essa vantagem geopolítica é fantástica e abre novas oportunidades de exportação”, afirmou.

Além dos benefícios fiscais e da infraestrutura disponível, Veiga enfatizou que a ZPE oferece segurança jurídica e apoio institucional para empresas interessadas em investir. “Estamos mostrando que o Acre está preparado para receber indústrias e transformar potencial em resultados concretos para o Brasil e para o mercado internacional”, concluiu.
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