• Rio Branco, 04/05/2026
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Não acredito em bruxas

namarcadacal.com.br
Não acredito em bruxas

Acabei agorinha de ler o livro Oração para desaparecer, da cearense Socorro Acioli. Li quase de um fôlego. A gente quando lê um livro quase de um fôlego é porque a leitura dá muito prazer. Trata-se de um livro sobre encantamentos, desses que nos embalam no ritmo do realismo fantástico.


Coincidentemente, embora uma coisa não tenha necessariamente nada a ver com a outra, depois da leitura corri os olhos pelo noticiário da Copa do Mundo e fiquei sabendo do número elevado de jogadores que não vão participar da maior festa do futebol por terem sofrido graves contusões.


E então, na sequência das narrativas, me peguei lembrando de um ditado espanhol que dá conta de que a maioria naquele país sabe que bruxas existem, embora ninguém acredite nelas. É no paradoxo que se dá o jogo do tempo. E os mistérios entre o céu e a terra são maiores do que a vã filosofia.


Parece mesmo coisa do realismo fantástico, ou das bruxas que os espanhóis não creem (embora saibam que existem), que tantos atletas famosos, do tipo que proporcionam os mais belos lances, tão esperados numa festa de confraternização esportiva, se machuquem de forma tão repentina.


E eles são muitos. Casos de, falando de seleções estrangeiras, entre outros, Serge Gnabry (Alemanha), Juan Foyth e Joaquin Panichelli (Argentina), Hugo Ekitike (França), Xavi Simons e Jerdy Schouten (Holanda), Mohamed Salisu (Gana) e Takumi Minamino (Japão).


Na seleção do Brasil dois cracaços já estão definitivamente fora da próxima Copa: o atacante Rodrygo, jogador do Real Madrid, que rompeu o ligamento do joelho; e o zagueiro/lateral Éder Militão, também do Real Madrid, que passará por cirurgia para sanar uma lesão na coxa esquerda.


E além desses dois, outros quatro convocáveis da seleção do Brasil tem a participação em dúvida, nesse momento em que escrevo: Vanderson, lateral do francês Monaco; Estêvão, atacante do inglês Chelsea; Raphinha, atacante do espanhol Barcelona; e Alisson, goleiro do inglês Liverpool.


Como se dizia antigamente, é muita gente no “estaleiro”. Mais de meio time. E o pior: todos esses sujeitos com potencial para a titularidade. Qualquer um deles vai fazer uma falta danada ao time canarinho. Digo isso sem, é claro, jamais negar o mérito daqueles que ocuparão os seus lugares.


É isso. Os seres encantados estão por aí, saltando das páginas do livro da Socorro Acioli. E as bruxas, segundo consta, se a gente olhar para cima em noite de céu claro, poderá ver a silhueta de uma delas montada numa vassoura, atravessando o brilho da lua cheia. Vou já ali acender umas velas!




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