Como 1º de abril virou o Dia da Mentira no Brasil e no mundo
A tradição de pregar peças tem origens distintas em todo mundo
Como 1º de abril virou o Dia da Mentira no Brasil e no mundo Foto: Imagem gerada por IA/Reprodução/ND Mais A tradição de pregar peças no dia 1º de abril tem origens distintas em todo mundo. No Brasil, ganhou popularidade no fim da década de 20, quando um jornal anunciou uma notícia falsa. Desde então, o Dia da Mentira virou sinônimo de brincadeiras e trotes.
No Brasil, o costume começou em 1828, com o jornal mineiro “A Mentira”. Na primeira edição, publicada em 1º de abril, o veículo estampou na capa a suposta morte de Dom Pedro I, informação que não era verdadeira. O episódio ajudou a consolidar a data como um dia dedicado a pegadinhas.
Origem do Dia da Mentira
A prática, no entanto, é ainda mais antiga e surgiu na Europa, no século XVI. Em 1582, o papa Gregório XIII instituiu um novo calendário, alterando a data de celebração do ano novo. Antes da mudança, as comemorações aconteciam entre o fim de março e o dia 1º de abril.
Com a adoção do novo calendário, algumas pessoas resistiram à alteração e continuaram celebrando na data antiga.
Esses indivíduos passaram a ser alvo de brincadeiras, sendo convidados para eventos falsos ou recebendo notícias enganosas, o que deu origem à ideia de um “ano novo de mentira”.
Há também registros que associam o 1º de abril a festivais mais antigos, como o Hilária, celebrado na Roma Antiga.
A festividade acontecia em homenagem à deusa Cibele e marcava o equinócio de março, sendo um período de celebrações, disfarces e momentos de descontração.
Tradições ao redor do mundo
Com o tempo, o costume se espalhou por diversos países, ganhando nomes e tradições diferentes.
Nos Estados Unidos e na Inglaterra, a data é conhecida como April Fool’s Day, ou Dia dos Bobos de Abril.
Na França e na Itália, a celebração é chamada de Peixe de Abril. Nessas regiões, é comum que crianças e adolescentes colem peixinhos de papel nas costas de outras pessoas como forma de brincadeira.
Pegadinhas que marcaram
Além das brincadeiras entre amigos, empresas e veículos de comunicação também passaram a aderir à tradição.
Em 1980, a BBC divulgou que o famoso relógio Big Ben teria os ponteiros substituídos por um sistema digital, prometendo ainda que o primeiro ouvinte que ligasse ganharia as peças originais.
Já em 1992, a rádio americana NPR transmitiu uma entrevista em que o comediante Rich Little se passou pelo ex-presidente Richard Nixon, afirmando que disputaria novamente a presidência. A brincadeira confundiu ouvintes e gerou reações adversas.




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