• Rio Branco, 02/06/2026
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Tiro de fuzil no rosto: quem era a Japinha do CV, traficante morta em operação histórica no Rio

Conhecida como Penélope, a “Japinha do CV” era uma das principais mulheres de frente do Comando Vermelho e morreu em confronto com a polícia no Alemão

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Tiro de fuzil no rosto: quem era a Japinha do CV, traficante morta em operação histórica no Rio Japinha do CV foi morta com um tiro de fuzil no rosto durante confronto no Rio de Janeiro Foto: Alô Juca/Reprodução/ND Mais

Uma das principais figuras de frente do Comando Vermelho (CV), conhecida pelos apelidos “Penélope” e “Japinha”, morreu durante um confronto com a polícia nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na terça-feira (28).

A traficante, apontada como soldado de linha de frente da facção, foi atingida por um disparo de fuzil que esfacelou sua cabeça após resistir à abordagem e atirar contra os agentes.

De acordo com a apuração da coluna Na Mira, do Metrópoles, Japinha estava vestida com roupa camuflada e colete tático, equipado com espaços para carregadores de fuzil — um indício claro de que ela atuava de forma ativa nos confrontos armados da facção.

Japinha do CV, traficante morta durante a Operação Contenção - Reprodução/ND Mais
Japinha do CV, traficante morta durante a Operação Contenção - Reprodução/ND Mais
Japinha do CV, traficante morta durante a Operação Contenção - Reprodução/ND Mais

Quem é a Japinha do CV, traficante morta no RJ

Considerada pessoa de confiança dos chefes locais do tráfico, a “Japinha do CV” ou Penélope, era responsável por proteger rotas de fuga e pontos estratégicos de venda de drogas nas comunidades controladas pelo CV.

O corpo da Japinha do CV foi encontrado próximo a um dos acessos principais da comunidade, após horas de tiroteio. Segundo relatos de moradores, o confronto foi um dos mais intensos dos últimos anos.

Operação mais letal da história do Rio

A morte da Japinha do CV aconteceu durante a maior e mais letal operação policial já registrada no estado, que deixou 64 mortos — entre eles, quatro policiais — e 81 pessoas presas. Nesta quarta-feira (29), moradores empilharam ao menos 50 corpos sobre uma lona na Praça de São Lucas, na zona norte da capital fluminense.

A ação, batizada de Operação Contenção, foi deflagrada para conter o avanço territorial do Comando Vermelho e desmantelar sua base logística nas zonas dominadas pela facção.

Ativista mostra fila de corpos no Rio nesta manhã: "54 até agora! Há mais descendo" - Reprodução/@NewsLiberdade/@raullsantiago/ND

Durante operação policia contra o Comando Vermelho, agentes da polícia militar fazem guarda perto de filas nos pontos de ônibus e vans de transporte complementar na região da Central do Brasil, com trabalhadores sendo liberados mais cedo pela situação de violência - Fernando Frazão/Agência Brasil/ND Mais

Barricadas foram montadas para impedir a passagem dos policiais - Reprodução/X

Cerca de 2,5 mil agentes de diferentes forças de segurança participaram da ofensiva, incluindo Polícia Civil, Polícia Militar e unidades especiais. O Palácio Guanabara classificou a operação como “necessária” diante da escalada da violência e do poder de fogo do CV.

Nesta quarta-feira (29), os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) se reúnem de forma emergencial com o governador Cláudio Castro para discutir os desdobramentos da operação no Rio.





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